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quinta-feira, 30 maio 2024

Mais de 350 alunos já passaram pela Escola de queijo Canastra



Os cursos começaram a ser ministrados há três anos e fomentam empreendedorismo no segmento leiteiro

Foto: Escola Mestraria Canastra oferece cursos sobre queijo e também recebe alunos de escolas para abordar vários temas (Divulgação)

Mais de 350 alunos já passaram pela Mestraria Canastra, em São Roque de Minas, uma escola criada pela Associação de Produtores de Queijos da Canastra (Aprocan), que tem cumprido um papel importante nos ecossistemas leiteiros do País. Desde 2021, quando foi criada, a escola contribui com a manutenção da produção queijeira e o desenvolvimento do espírito empreendedor nos territórios leiteiros do País.

À repórter Juliana Sodré, do “Diário do Comércio”, a coordenadora de ensino da escola, Valéria Rodrigues, explica que as aulas podem ser moduladas conforme o tipo de necessidade do demandante.

“Nós não somos uma escola técnica, como muita gente pensa. Nosso curso mais procurado é o de produção e maturação de queijo artesanal de leito cru”, conta.

A coordenadora não revela o número de cursos disponíveis, exatamente pela possiblidade de customização. Dentre as aulas disponíveis na escola da Aprocan, há desde as de gestão e finanças, passando pelas técnicas de produção, até as necessidades mais básicas, como a de técnicas iniciais de fabricação.

Ela conta que há uma vertente que tem atendido lojistas e empreendedores, como os interessados em entender melhor o universo queijeiro: “Também temos curso de harmonização com vinhos, montagem de tábuas, reconhecimento de queijos, entendimento da cultura e da produção da Serra da Canastra”.

Nesta semana, 40 produtores de queijo da Associação dos Produtores de Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha participaram de cursos de fabricação, maturação e modelo de gestão oferecidos pela escola.

“A gente recebe pessoas de todos os cantos do País, não só de Minas. Neste mês também recebemos produtores de café interessados em toda nossa estrutura, da forma como funcionamos”, conta Valéria.

Entusiasta do tema, ela conta que o município de São Roque de Minas, juntamente com outros seis municípios (Vargem Bonita, Bambuí, Medeiros, Tapiraí, Piumhi, e Delfinópolis) compõe a indicação geográfica Canastra, ou seja, a IG Canastra concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Além desses municípios, São João Batista do Glória também está prestes a se tornar membro da indicação geográfica produtora do Queijo Minas Artesanal da Canastra (leia mais sobre isso abaixo).

PARA ALÉM DAS TÉCNICAS DA PRODUÇÃO DO QUEIJO

Além de formar mestres queijeiros e fomentar o empreendedorismo no setor, a associação possui laboratório de análise de queijo e água e um projeto chamado “Queijo na escola”.

O projeto recebe alunos de escolas da região, desde o ensino infantil até o ensino médio, apresentando uma proposta diferente de acordo com as idades.

Cursos ensinam técnicas de produção queijeira, gestão e finanças (Leandro Couri / Sebrae)

Mais de 350 alunos já passaram pela Escola de queijo Canastra
Os cursos começaram a ser ministrados há três anos e fomentam empreendedorismo no segmento leiteiro
RedaçãoRedaçãoAbr 26, 2024 – 22:27Atualizado: Abr 26, 2024 – 22:30040
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Mais de 350 alunos já passaram pela Escola de queijo CanastraCursos ensinam técnicas de produção queijeira, gestão e finanças (Leandro Couri / Sebrae)
Mais de 350 alunos já passaram pela Mestraria Canastra, em São Roque de Minas, uma escola criada pela Associação de Produtores de Queijos da Canastra (Aprocan), que tem cumprido um papel importante nos ecossistemas leiteiros do País. Desde 2021, quando foi criada, a escola contribui com a manutenção da produção queijeira e o desenvolvimento do espírito empreendedor nos territórios leiteiros do País.

À repórter Juliana Sodré, do “Diário do Comércio”, a coordenadora de ensino da escola, Valéria Rodrigues, explica que as aulas podem ser moduladas conforme o tipo de necessidade do demandante.

“Nós não somos uma escola técnica, como muita gente pensa. Nosso curso mais procurado é o de produção e maturação de queijo artesanal de leito cru”, conta.

A coordenadora não revela o número de cursos disponíveis, exatamente pela possiblidade de customização. Dentre as aulas disponíveis na escola da Aprocan, há desde as de gestão e finanças, passando pelas técnicas de produção, até as necessidades mais básicas, como a de técnicas iniciais de fabricação.

Ela conta que há uma vertente que tem atendido lojistas e empreendedores, como os interessados em entender melhor o universo queijeiro: “Também temos curso de harmonização com vinhos, montagem de tábuas, reconhecimento de queijos, entendimento da cultura e da produção da Serra da Canastra”.

Nesta semana, 40 produtores de queijo da Associação dos Produtores de Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha participaram de cursos de fabricação, maturação e modelo de gestão oferecidos pela escola.

“A gente recebe pessoas de todos os cantos do País, não só de Minas. Neste mês também recebemos produtores de café interessados em toda nossa estrutura, da forma como funcionamos”, conta Valéria.

Entusiasta do tema, ela conta que o município de São Roque de Minas, juntamente com outros seis municípios (Vargem Bonita, Bambuí, Medeiros, Tapiraí, Piumhi, e Delfinópolis) compõe a indicação geográfica Canastra, ou seja, a IG Canastra concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Além desses municípios, São João Batista do Glória também está prestes a se tornar membro da indicação geográfica produtora do Queijo Minas Artesanal da Canastra (leia mais sobre isso abaixo).

PARA ALÉM DAS TÉCNICAS DA PRODUÇÃO DO QUEIJO

Além de formar mestres queijeiros e fomentar o empreendedorismo no setor, a associação possui laboratório de análise de queijo e água e um projeto chamado “Queijo na escola”.

O projeto recebe alunos de escolas da região, desde o ensino infantil até o ensino médio, apresentando uma proposta diferente de acordo com as idades.

Escola Mestraria Canastra oferece cursos sobre queijo e também recebe alunos de escolas para abordar vários temas (Divulgação)

“Para as crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental, por exemplo, já mostramos a função do pesquisador e do cientista e eles conheceram o laboratório de análises da Aprocan. Elas acompanharam a realização de uma análise de queijo e de água e também tiveram a oportunidade de fazer queijo e até levar o queijo que elas fizeram para casa”, conta a coordenadora.

Apenas em 2024, cerca de 60 estudantes já passaram pela escola como atividade curricular de Educação Empreendedora, aprendendo mais do que gestão ou finança, mas também a cultura de produção queijeira da Serra da Canastra.

A Escola da Aprocan é muito procurada ainda, de acordo com a coordenadora, por turistas, moradores da região e interessados no tema.

O QUE SÃO AS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS (IGS)?

As Indicações Geográficas (IG) são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas possuem duas funções principais: agregar valor ao produto e proteger a região produtora.

O sistema de Indicações Geográficas promove os produtos e sua herança histórico-cultural, que é intransferível.

Essa herança abrange vários aspectos relevantes: área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade. Tudo isso confere uma notoriedade exclusiva aos produtores da área delimitada.

Fonte: Observo

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