fbpx
segunda-feira, 27 junho 2022

Casal deixa vida em SP para visitar todos os parques nacionais do Brasil.



O casal Dennis e Letícia na Chapada dos Veadeiros, em Goiás / Imagem: Arquivo pessoal

Marcel Vincenti – Colaboração para Nossa (Uol)

Em junho em 2021, o casal Dennis Edward Hyde e Leticia Pereira Alves (@entreparquesbr) deixou sua casa em São Paulo para pegar a estrada e, ao longo de três anos, realizar um projeto de viagem grandioso: visitar os 74 parques nacionais que existem no Brasil. A jornada está sendo feita a bordo de um veículo 4×4 acoplado a um trailer, que oferece espaço para dormir, banheiro, cozinha e ambiente de lar para os dois viajantes.

Eles começaram o roteiro pelo Sudeste e, logo depois, entraram no Centro-Oeste, desceram para o Sul. Hoje, passam novamente pelo Sudeste, e devem ingressar no Nordeste e encerrar o roteiro no Norte.

Já foram visitados, por exemplo, os parques nacionais da Serra do Gandarela (MG), da Serra do Cipó (MG), das Sempre-Vivas (MG), da Chapada dos Veadeiros (GO), Parque Nacional das Emas (GO), da Serra da Bodoquena (MS), Parque Nacional dos Campos Gerais (PR), Parque Nacional de Ilha Grande (entre MS e PR) e Parque nacional do Itatiaia (RJ).

A gente tem passado por muitas estradas de terra, que podem gerar um terremoto em nossa casa móvel”, explica Dennis.

“Para evitar isso, deixamos o trailer parado em algum lugar seguro quando chegamos na área de um parque nacional e, de lá, rodamos só com nossa caminhonete”.

Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro.

E, mesmo tendo um espaço confortável para dormir dentro do trailer, o casal não abre mão de acampar sempre que possível. No Parque Nacional das Sempre-Vivas, por exemplo, eles fizeram camping com montanhas e um pôr do sol incrível no horizonte.

Lugares encantadores e queimadas.

Menos conhecido do que destinos famosos como a Chapada dos Veadeiros e a Serra do Cipó, o Parque Nacional das Emas foi, até o momento, um dos lugares que Dennis e Leticia mais gostaram de visitar. “O parque fica em Goiás, na divisa com o Mato Grosso do Sul”, diz Dennis, explicando que é um local onde não é preciso se mexer muito para entrar em contato com belezas naturais.

Você fica parado e observa uma fauna muito rica se movimentando ao seu redor. Quando estávamos lá, os cupinzeiros começaram a brilhar [em um fenômeno gerado por larvas de vaga-lumes], insetos brotaram do chão após a chuva e os pássaros fizeram algazarra.

E está localizado em uma região com menos interferência de luzes das cidades, permitindo a observação de astros à noite. E é um parque fácil de visitar, pois tem estradas internas muito boas”.

Leticia, por sua vez, se encantou com o Parque Nacional das Sempre-Vivas. “É um parque muito diverso”, diz ela. “Ali, há vegetação do Cerrado, áreas de altitude com formações rochosas maravilhosas e cachoeiras muito lindas. E, no parque, tivemos a oportunidade de acampar em uma praia de rio com areia branquinha, sem ninguém por perto. É um lugar de cair o queixo. Sentimos que estávamos no paraíso”.

Mas nem tudo foi composto apenas por belas imagens.

Em parques nacionais que ficam no Cerrado, os dois se depararam com áreas destruídas por incêndios causados pela ação humana — algo que tem sido uma constante na região. “Vimos como é o trabalho dos brigadistas que atuam para combater os incêndios nos parques. Eles são verdadeiros heróis”, afirma Dennis.

O futuro da jornada, porém, só traz boas expectativas para o casal: Dennis e Leticia ainda irão visitar verdadeiras joias do ecoturismo brasileiro como os parques nacionais dos Lençóis Maranhenses, dos Abrolhos e da Chapada Diamantina.

Nesta viagem, a gente carrega nossa casa e sempre tem um novo quintal para curtir”, diz Dennis.

Fonte: https://www.uol.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

× Posso ajudar?