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quinta-feira, 19 maio 2022

Mundial de Queijos do Brasil será em SP e quer valorizar produtor nacional.



Gabrielli Menezes De Nossa

O estado de São Paulo protagonizou um importante movimento queijeiro nos últimos meses. Com organização e pressão, os produtores conseguiram a aprovação da lei antiburocracia e a assinatura do novo decreto mais amigável para os pequenos no final de fevereiro. Na mesma esteira de valorização do trabalho artesanal, a capital receberá, entre os dias 15 e 18 de setembro, o Mundial do Queijo do Brasil.

A informação foi confirmada pela SerTãoBras, sociedade civil de Minas Gerais responsável pela criação e realização do concurso. Com a presença garantida de uma feirinha de produtos, o evento no teatro B32, na avenida Faria Lima, promete conectar o público geral diretamente aos artesãos.

Simulação do Mundial no hall do teatro em São Paulo – Imagem: Divulgação.

O Mundial está na sua segunda edição. A primeira, realizada em 2019 em Araxá (MG), reuniu 32 mil pessoas e 900 queijos. Por conta da pandemia, não houve programação em 2020 e 2021. A expectativa da retomada é que o número de exemplares suba para 1200 e que, a partir de agora, o evento aconteça todos os anos, cada vez em uma cidade para incentivar a cultura queijeira em diferentes realidades do país. Flávia Soni Rogoski, diretora da SerTãoBras, afirma:

Quanto mais falamos sobre queijos, mais as pessoas conhecem e valorizam”

A principal inovação prevista para São Paulo é a automatização da gestão de informações na avaliação.

“Vamos ter o resultado muito rápido. Isso ajudará a diminuir a ansiedade dos concorrentes”.

Jurados de fora, valorização interna.

Queijo D’Alagoa, um dos associados da SerTãoBras Imagem: Reprodução.

O Mundial do Brasil tem parceria com a confraria Guilde Internationale des Fromagers, que promove outras competições pelo mundo, entre elas o Mundial da França, que existe há 40 anos.

A ideia é que a Guilde traga um grupo de 18 jurados especializados e facilite a participação de amostras estrangeiras, considerando todas as questões sanitárias nacionais.

Apesar do movimento estrangeiro, o maior impacto é interno. De acordo com o presidente Roland Barthélemy, o Brasil chama atenção nas disputas internacionais e tem um grande potencial de mercado.

Para Flávia, o nascimento de um concurso dentro do país influencia no desejo de consumo e na remuneração dos pequenos produtores.

“O queijeiro que recebe um feedback positivo agrega valor para o queijo dele. Com uma medalha de bronze, por exemplo, um produtor autoral tem seu queijo reconhecido e consegue subir o preço de 25 para 45 reais”

O regulamento para os produtores que desejam participar do Mundial do Brasil deve ser lançado pela SerTãoBras em março.

Fonte: https://www.uol.com.br/

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