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Escola em MG beneficia os queijeiros artesanais



Por Michelle Valverde – 23 de junho de 2020

Na foto: O presidente da Aprocan, João Leite, na queijaria Roça da Cidade, em São Roque de Minas (MG) (Foto: Fernando Martinho/Ed. Globo)

Os produtores de queijos em Minas Gerais poderão ter mais um auxílio para aprimorar a fabricação dos queijos e se capacitarem. Está em construção, no Estado, a primeira escola de queijeiros artesanais do Brasil.

Com apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a unidade está localizada no município de São Roque de Minas e funcionará em parceria com a Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan). O investimento total deve ficar em torno de R$ 2 milhões. A inauguração, antes prevista para maio, foi adiada em função da pandemia do novo coronavírus.

A expectativa é de que a iniciativa beneficie cerca de 800 famílias de produtores rurais da região da Serra da Canastra e vários outros produtores de todo o Brasil. Já foram investidos R$ 500 mil na construção do primeiro módulo, que está concluído e conta com a área administrativa, salas de aula e queijaria.

Ainda para este ano, estão previstos investimentos de R$ 1,5 milhão para aquisição de equipamentos e obras de mais dois blocos para a operacionalização da escola. Parte desses recursos será aplicada no calçamento de um quilômetro de estrada que liga a escola à cidade; implantação de rede de energia elétrica; perfuração de um poço tubular; e outras ações necessárias ao empreendimento.

De acordo com o engenheiro agrônomo e chefe da Unidade de Desenvolvimento Territorial da Codevasf em Minas Gerais, Alex Demier, a primeira etapa das obras já foi concluída e os cursos poderão ser iniciados assim que houver permissão para ministrar as aulas, processo que está suspenso em função do coronavírus.

As expectativas em relação à escola de queijeiros são positivas. Além de atender os produtores da Região da Canastra, as aulas e cursos poderão ser acessados por produtores de queijos de leite cru de todo o Estado e do Brasil, independentemente do tipo de queijo fabricado.

A ideia da escola é trazer profissionais da área de queijos de várias partes do mundo, com tradição na produção, para ministrarem cursos e contribuir para a evolução do queijo artesanal de Minas. São esperados profissionais da França, Itália, Espanha, Suíça entre outros. As capacitações serão amplas, incluindo desde a formação de pastagem, qualidade genética e do leite, processos de fabricação, maturação e cursos de gastronomia.

“A escola será um grande avanço na produção de queijos. Ela será essencial para capacitar e ajudar os produtores a atenderem à legislação, o que é importante para regularizar a produção, aprimorar a qualidade e comercializar os itens de forma segura”, disse Demier.

Alcance – A princípio, a expectativa é atender cerca de 300 produtores ao ano. Também será estudada a possibilidade de aulas virtuais, mas, para isso, é preciso iniciar as aulas presenciais para fazer avaliações. Logo após a inauguração, haverá capacitação e treinamento dos profissionais que irão atuar na escola. Os cursos a serem ministrados poderão ser gratuitos, quando oferecidos através de parcerias com entidades do setor, e pagos.

“Acreditamos que a escola será um grande diferencial. Os queijos artesanais são produzidos em todas as regiões de Minas, mas não temos um local para capacitar estes produtores de forma ampla e da forma que o mercado exige. Então a ideia é que a escola dê a eles conhecimentos que vão desde os cuidados com o rebanho até o manuseio dos queijos. A qualidade do queijo começa no pasto, com higiene e os tratos necessários. No Brasil, não temos nenhuma escola nesse formato. Então, será um grande avanço”, explicou Demier.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/

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