Impressões de viagem
Os
depoimentos de quem já esteve lá
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Valeu a pena tudo. O lugar é
magnífico e mágico.
Ficamos na pousada Nascente, em São
Roque de Minas. Acordamos às 07h00 ao som das maritacas, que lá
eles chamam de mulata. Barulhentas que só! Nosso guia
Elossandro (Sandro) nos encontrou às 08h00, seguimos então para
o Parque Nacional da Serra da Canastra. Que emoção! Na entrada
do parque senti um odor muito forte, nosso guia nos disse ser a
Urina do Lobo.
Ah! detalhe: o carro que fomos é
uma perua Pálio Adventure, e devido ao fato de estarmos em seis
pessoas eu fui na parte do fundo, no “maleiro”: que visão!!! À
medida que o carro subia a serra, eu tinha uma visão panorâmica
em 3D !!!
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Outro detalhe: nosso guia tem um
conhecimento muito grande sobre o parque, sobre a fauna e
flora local e é expert em orquídeas.
Chegando a determinado ponto com
ruínas de construções de rochas, encontramos uma cobra verde
(imagino que seja uma Cipó). Inofensiva, se assustou e foi
embora.... Não antes de ser fotografada!
Ainda no caminho, um carcará.
Bem imponente, fez pose para foto!... Encontramos fezes do
lobo, e o cheiro característico da urina por todo o parque. |
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Somos: a Tati de blusa
rosa em pé, eu abaixada, o Fragoso, o Bruno e o Fábio.
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Chegamos à nascente do rio São
Francisco. Muito bonita. Foi mágico o momento!!!
Da portaria do parque até o início
da trilha da cachoeira Casca d’Anta são aproximados 36 km, que
foram percorridos de carro. Subimos em um mirante natural de
onde é possível avistar parte da Serra da Canastra e da Serra da
Babilônia, ambas imponentes e lindas!!! Lanchamos ali mesmo. O
guia tirou da mochila uma flauta de bambu e começou a produzir
um som que nos fez viajar muito longe. O barulho do vento, o som
da água da cachoeira, o som da flauta , aquela visão soberba....
Por instantes vi o filme dos meus sonhos... Foi mágico e
indescritível!!!
Iniciamos a trilha da cachoeira
Casca d’Anta. Difícil, muito difícil. Sobe morro, desce morro,
mas a cada curva uma surpresa, lindas e diversas sempre-vivas.
Que também posaram para foto.
Encontramos em alguns afloramentos
algumas Drosera (Planta Carnívora).
Confesso que me cansei bastante,
mesmo! Mas quando chegamos a outro mirante de onde se avista a
cachoeira Casca d’Anta inteira, o meu desgaste físico foi
embora. Sentei e quase chorei de emoção!
Descemos mais um pouco! Chegamos!!!
Mais um mirante onde já é possível sentir pingos d’ água. Quando
chegamos ao local mais próximo da famosa queda de 200 metros,
foi incrível! A cachoeira não cabe no enquadramento da máquina
fotográfica. É lindo, magnífico, sublime. As primeiras palavras
que eu consegui proferir foram: “ meu Deus, que perfeição!”.
As lágrimas rolaram. Fomos para uma
piscina natural na qual nos banhamos. Parecíamos crianças com
doce!!!! Voltamos e neste momento, chamei Jesus várias e várias
vezes. A trilha é puxada!! Mas conseguimos!. Retornamos para a
pousada e no caminho de volta o carro caiu em um grande buraco.
Já era noite. Contamos com a experiência do guia para desatolar
o carro.
No domingo fomos conhecer uma RPPN –
Reserva Particular do Patrimônio Natural, a Cachoeira do
Cerradão. Logo na entrada já se tem uma visão magnífica.
Seguimos a trilha para a cachoeira. Em determinado instante, o
guia disse que iríamos conhecer o orquidário. Eu procurei
estufa, casa, estas coisas... Quão tola fui!!! O orquidário fica
em plena trilha, um pequeno desvio do caminho!!!! Sublime!!!
Neste local vimos o pássaro “alma de gato”!
Chegando na cachoeira e... outro
suspiro....! Essa tem aproximadamente 200 metros, porém
dividida em três quedas. Foi possível se banhar bem abaixo de
sua caída, algumas partes com 3 m de profundidade, outras mais
profundas ainda, com bastante rochas no fundo.
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Sempre viva |
Fui atrás da queda d’água e não
consegui segurar... as lágrimas de emoção corriam soltas e
neste momento a ligação com Deus foi tão forte que em
pensamento conversei com ele. Pedi coisas, agradeci outras,
pensei em minha família e naqueles que amo, pedi é claro
ajuda em minha carreira! Fiquei ali no mínimo uns 5 minutos
sozinha!. Na volta uma jaguatirica atravessou o nosso
caminho! Imagina que eu pensei (ironizando): é só um gato,
cadê o tamanduá-bandeira?
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Vimos os rastros dele, sua ação nos
formigueiros, mas o danado não apareceu! Vimos também um
urubu–rei , voando feito o dono do mundo! Vimos também um gavião
carijó.
Voltamos para a cidade. Existem
algumas cozinhas mineiras, com comida feita em fogão a lenha.
Uma senhora de 70 anos, a dona Maria, fez a nossa. Comemos até
nos fartar. Voltamos para a pousada, tomamos banho, nos
despedimos do guia e pegamos a estrada de volta às 17h00. Nos
arredores da cidade vimos o tucanaçu, aquele com a mancha preta
no bico. Vimos três deles!
Mais à frente, adivinha quem veio
se despedir, toda curiosa??? A voz do cerrado: a seriema: eram
três, que atravessaram a pista e ficaram nos observando a uma
distância segura... O tamanduá e o lobo guará não apareceram,
mas tudo bem. Eu os perdôo porque prometi voltar em breve!
Cristina G.
Carvalho
Guarulhos - SP |
"Estive
aí na Serra da Canastra no ano passado em uma excursão organizada
pela minha escola. Estava entusiasmado, mas não muito. Contava os
dias para a viagem, horas, minutos e segundos. Na hora do embarque,
foi aquele frio na barriga: ia conhecer lugares novos dos quais nunca
tinha ouvido falar. A viagem foi tranqüila, viajamos durante a noite;
não deu para ver muito o percurso. Chegando aí tomei um café da
manha típico, com o maravilhoso pão de queijo
de Minas; conheci o lugar onde passaria os dias e pé na estrada. No
primeiro dia conheci a parte de baixo da Serra. Me surpreendi a cada
instante: as cachoeiras magníficas, a biodiversidade encantadora, a
água era um pouco gelada; mas não o suficiente para impedir um
mergulho! O primeiro dia foi encantador. À noite imaginava o que
aconteceria no dia seguinte.
Acordei, me arrumei, tomei o café da manhã e pé na estrada outra
vez... Conheci a cachoeira Casca D' Anta na parte de baixo, digna de
cartão postal. Tirei muitas fotos dela, amei o lugar. Mas o que é
bom dura pouco! Chegou o dia de voltar para casa. Triste dia, é
claro; sair de um lugar tão bonito para voltar à agitada vida de uma
cidade grande. Espero voltar. Espero, não; votarei um dia!..."
Renan Vilela Bitolem
Gostaria de agradecer a
receptividade e simpatia com que fui envolvido por vocês.
Seguramente, a beleza do lugar que visitei foi enriquecida por um
grupo tão agradável como o da Tamanduá Ecoturismo. Espero poder
manter o contato e assim contribuir ainda mais para guardar dentro de
mim a beleza inigualável deste maravilhoso lugar.
André Szklo
Rio de Janeiro
Anael: Gostei muito da viagem na
serra. É muito linda, a biodiversidade é fantástica, foi
emocionante, com direito a tudo: chuva, barro, carro atolado, animais,
cachoeiras, jantar/almoço na fazendinha, guia muito brother, sr.
Antonio Ricardo, raposa na pousada, café da manhã show, pernilongo
gigante, grilo, pôr-do-sol, estrelas, lua e muita energia e paz.
Valeu! Pretendo voltar! Um forte abraço para você, Jones, o Brito e
Ana Lúcia.
Freddy Duclerc
São Paulo
A
Canastra
Elcio Machado Silva *
A
terra dos sonhos. Houvesse criador, seria de suas mais
perfeitas obras. Um maciço que subiu no Pré-Cambriano,
sem milonitos visíveis, ainda no Gondwana, e que viu,
Triássico talvez, a planície derreter-se ao redor. O
gêmeo ao lado, o maciço da Babilônia, mais largo, viu
derreter-se a planície entre suas bordas, e fora delas.
Duas construções da natureza, diferentes e belas, cada
qual com sua beleza característica. A Babilônia,
habitada ainda hoje, pequenas fazendas, pequenos
fazendeiros, mineiros que nunca viram minas de ouro e
diamantes e que têm no queijo e na parca produção
agropecuária sua fonte de sustento e de vida, uma vida
dura mas alegre, sem sobressaltos, com poucas
modernidades e com muito afeto. Famílias unidas,
crianças vestidas com simplicidade e até rusticidade,
mas sorridentes e com poucas carências à mostra. Café,
queijo com goiabada, pão caseiro, oferecidos de
coração a desconhecidos e estranhos visitantes com
cheiro de cidade. Que, na visita seguinte, viram a
carinha alegre das crianças ao contato com enlatados e
pequenos presentes da vida urbana industrial: leite
condensado, achocolatados, ervilhas e palmitos. Pequenos
luxos a que não se permitem e que, em verdade, lhes são
absolutamente desnecessários. Mas que aceitam com
prazer, simples que são, como se fossem -- e não o são
-- desconhecedores da riqueza e fartura em que vivem, de
alimento material e de afeto também. O Vale da
Babilônia, com suas casas simples, telhados de pedra
mineira, pais e filhos, dos pequenos aos maiores,
trabalhando juntos, tem um encanto humano, ocupação
agropastoril, poucas cachoeiras mas muitas aguadas,
poucos campos floridos mas muitas árvores e pastagens.
A vizinha, gêmea mas diferente, a Canastra, não tem
mais fazendas, fazendeiros e gente. Há quase vinte anos,
protegida por lei como parque nacional, seus últimos
moradores acabaram abandonando as casas de aparência
tosca, mas fortes, que duram há duzentos anos. Deixaram,
intactas, cachoeiras, pequenas e grandes, aguadas muitas,
vegetação baixa de cerrado de altitude e vastos campos,
que ficam floridos em época própria. Muros de pedra,
currais de pedra, casas de pedra, testemunho do trabalho
escravo de duzentos anos, continuam lá. Cantaria
primitiva, sem elaboração, junto com algumas casas de
alvenaria também primitiva, taipa de pilão, e mesmo
tijolos de barro cozido. Abaixo, escavado, cavocado,
revolvido, um vale que no passado ofereceu diamantes e
cristais, hoje habitado por gente simples, mineiros de
queijo e pão de queijo, mas mineiros de minas não mais.
Não é uma vegetação exuberante. Tem ilhas e traços,
nas matas ciliares, das imponentes florestas encontradas
ainda hoje, pouco, na Mantiqueira e no que restou da
Serra do Mar. Não que tenha sido devastada. É que,
cerrado de altitude, tem mesmo vegetação modesta,
minúsculos lírios, plantas adaptadas aos ventos, ao
frio e ao calor que, alternadamente, bafejam o altiplano
recortado, definido, mas não exatamente uma chapada, em
forma de um imenso baú. Tem flores pequenas, de
vestuário simples, mas deslubrantes em sua beleza
pequena pelo tamanho, mas rica para quem a sabe achar. E
achar a beleza é uma arte. Pode estar escondida,
pequenina, em um inseto minúsculo e despretensioso. Numa
teia de aranha primorosamente tecida, numa aranha pequena
mas multicolorida. Numa flor pequena, escondida, de
colorido pálido ou vivo, mas que precisa ser descoberta.
Pode ser necessário procurar sob a pedra -- e nunca se
sabe o que se vai encontrar, debaixo dela. Nesse
altiplano, não uma lagartixa. Mas talvez um lagartinho
verde, pequenino, arisco e veloz. Um besouro
multicolorido. Jamais um sapo, porém. Mas talvez uma
pequenina rã, com estrias escuras.
Com muita sorte, a beleza poderá se apresentar visível
num casal de paturis raros, ameaçados de extinção. Com
alguma sorte, numa matilha de cachorros-do-mato, num
tamanduá de andar bamboleante, em veados ariscos, em
lobos-guará magros e de pernas bem compridas. Sem que
seja necessário sorte, a beleza estará visível em
gaviões, corujas, tucanos, em bandos de pássaros.
Visível em um pássaro como que pintado de preto e
branco, com uma cauda muito bonita e delicada. Apelidei-o
de Paulistinha. E me pego, frequentemente, lembrando dele
voando um vôo especialmente gracioso, livre, sobre
campos floridos.
Também não depende da sorte ver a beleza escancarada em
águas frias, peixinhos brincando de beliscar a gente,
nas piscinas naturais antes e depois das muitas, muitas
cachoeiras da Canastra. É da cachoeira dos Rolinhos que
me lembro com mais saudade, porque permite avistar um por
do sol magnífico, ao som de uma cascata aconchegante e
de beleza rara.
Sim, o acaso, o destino. O acaso me levou a descobri-la,
a minha Canastra. E, como a descobri, me pertence. Ainda
que dela não tome posse, ainda que não a possa visitar
sempre, e ainda que deseje compartilhá-la, preservada
como está, com todos os que a queiram visitar,
respeitando-a e ajudando a preservá-la.
Araraquara, SP,
sexta-feira, 25 de fevereiro, 2000, pouco depois do
meio-dia.
* Elcio Machado Silva é bancário e
jornalista
UMA
AVENTURA MÁGICA
Texto e fotos
Carla Durante e
Fernando Filoso*
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Poço das Orquídeas
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Ver onde o
rio São Francisco nasce e logo depois poder
mergulhar em suas águas foi como ganhar de
presente um momento de magia. Os raios do sol
penetravam o verde profundo e esmeralda daquele
rio que logo adiante derramaria suas águas em
cachoeiras que enchem nossos olhos da mais bela
visão que um rio pode nos dar: o movimento.
Ouvíamos o som desse percurso, ora mais forte e
perto, ora mais calmo...quase distante. Era o
vento quem regia seu volume.
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Trilha
de descida da Casca D'anta
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Caminhamos e subimos
por uma pequena trilha e lá de cima nos
deparamos com mais um espetáculo: a Casca
d'Anta. Estávamos na parte alta da
cachoeira.Podíamos admirar todas aquelas
árvores que pareciam tão pequeninas lá
embaixo...elas nos faziam sentir que também
éramos pequenos...
Grande e exuberante, a natureza apresenta-se bela
e delicada. Conhecê-la é importante. Aprender a
respeitar seu delicado equilíbrio é essencial. |
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Começamos a caminhada
pela trilha que nos levaria à parte baixa da
cachoeira. Embora para baixo todo santo ajude
(que dirá São Francisco!),a caminhada requer um
certo fôlego e uma garrafinha d'água. Um filme
de 36 poses também é recomendável: a paisagem
é sempre linda!
Chegamos, por fim, depois de mais ou menos uma
hora e meia, ao início de uma nova trilha -
desta vez quase sempre plana e sombreada - que
nos conduziria à cachoeira. Antes de chegar bem
perto dela, há um mirante. De lá podemos tirar
fotos, sentar um pouco à sombra, admirar sua
magnitude. Aproveite, pois não é fácil
enquadrar a Casca d'Anta por inteiro no visor de
sua câmera quando você estiver bem perto
dela.Simplesmente não cabe! Ela é enorme! E
linda!Quando você chegar lá vai entender. Aí,
então, feche os olhos, preste atenção no som
da água caindo, sinta alguns pingos dela no seu
rosto apenas por um instante. Depois abra seus
olhos e não perca um minuto deste espetáculo! |
Cachoeira
Casca D'anta
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Voltamos quase no
final da tarde. No caminho avistamos a Canastra,a
serra que dá nome ao parque. Um paredão grande,
alto, reto...quase uma caixa, um baú, uma
canastra...
No
dia seguinte, novas caminhadas, outras trilhas,
outra cachoeira:a do Cerradão. Estivemos
sentados sobre as pedras que dividem a região:de
um lado a visão de uma fazenda, o gado, o
cerrado...do outro um desfiladeiro...árvores,
rio, pássaros. É impressionante o desnível.
Lanchamos à beira do rio, ao som da natureza.
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Tamanduá-bandeira
na trilha do Cerradão
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Na trilha no caminho
de volta, uma surpresa: um tamanduá-bandeira!!!
Grande, lindo! Intrigado, curioso e assustado,
ele correu. Nós também. Nessa euforia ganhamos
alguns carrapatos como nossos hóspedes.
Mas,achamos por bem melhor deixá-los ali, no
cerrado. São Paulo não é seu lugar. Deles fica
a lembrança... que coça de vez enquando. Do
tamanduá ficou a fotografia. Mas mais que isso,
a imensa alegria de descobrir que ele ainda não
está extinto(graças a Deus)! Nós o vimos! |
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O último dia foi a
aventura maior. Exploraríamos a Gruta do
Tesouro. É claro, não estávamos ali em busca
de ouro ou pedras preciosas, o tesouro que
procurávamos era de profunda beleza: as
estalactites e as estalagmites no seu interior.
De formas e tamanhos variados transformam a
caverna em Gruta do Tesouro.
Caminhar
lá dentro não é fácil e não é para qualquer
um: além de uma lanterna, única fonte de luz,é
preciso também ter um certo espírito
explorador. Caminha-se quase o tempo todo com os
pés na água que é limpa e fria. As vezes a
água chega na altura da barriga, às vezes molha
só o dedão do pé.
Qualquer que seja a
dificuldade, ela é compensada: sempre há uma
formação diferente para se apreciar. Apontamos
a lanterna e o feixe de luz nos mostra o trabalho
de muitos anos que a natureza levou para
cristalizar calcário em formas tão divinas e
diversas. Tocá-las é proibido, são tão
frágeis que poderíamos quebrá-las. As
estalactites e as estalagmites estão ali só
para serem vistas. No máximo fotografadas.
Saímos lá de dentro
quase 3 horas depois, sujos (de terra) mas com a
alma lavada. De qualquer forma, para aqueles que
não têm medo de água fria, há sempre a
oportunidade de um banho na cascata que fica bem
pertinho da saída da gruta. Ótimo para
recarregar as energias!
Já estava chegando a
hora de ir...Momento mais difícel de nossa
jornada. Descansamos um pouco no hotel, jantamos
na hospitaleira cidade de São Roque de Minas
e... partimos de volta para São Paulo.
Foram 5 dias. E 7
filmes!!! (de 36 poses)
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Estalactites na
Gruta do Tesouro
Passeio na Gruta do
Tesouro
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* CARLA
MARGOSIAN DURANTE,
trabalha na editoria de arte do jornalismo da
TV Globo de S.Paulo.
FERNANDO FILOSO,
é sócio da empresa "Estação
Gráfica" onde trabalha com computação gráfica.
Carla e Fernando viajaram
com roteiro personalizado da Tamanduá Ecoturismo.
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Criação: 03/05/1998
Atualizada em 20/06/2005
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